A SIDA, o cancro, a gripe A – ficamos sempre assustados quando surgem estes assuntos. Cada dia contam-nos as histórias de terror e mostram-nos no ecran de TV: “Olhem! Esta é a causa do seu sofrimento “. No entanto, a causa de todo o sofrimento e de todo o mal na terra é o egoísmo. Apenas os desejos egoístas induzem as pessoas a fazer o mal. Aquele que fixa apenas na felicidade pessoal ou mesmo unicamente na felicidade da sua família, vai prejudicar os outros de alguma forma ou de outra, porque coloca os seus interesses pessoais ou os interesses da sua família acima dos interesses daqueles ao seu redor.

Existe uma opinião comum de que um tumor de cancro é uma doença de egoístas. Quando uma pessoa vive exclusivamente com interesses pessoais e se posiciona em relação ao mundo da mesma maneira que uma célula cancerígena se posiciona em relação ao corpo, então as mudanças no corpo são iniciadas ao nível celular o que levam ao desenvolvimento de um tumor cancerígeno.
Na medicina convencional temos muitos casos de cura inexplicável e súbita que só são conhecidos nos últimos estágios do cancro. O que se passa é que quando uma pessoa se apercebe sobre um diagnóstico terrível, por regra, começa a reconsiderar a sua atitude para com o mundo e com a vida. E a sua visão de mundo muda com mais frequência para melhor. A pessoa percebe que as motivações com que viveu até ao momento são vazias e sem sentido. E um milagre acontece – uma pessoa fica curada e saudável.
No livro “Diagnosis of Karma” do autor Sergei Lazarev (cientista russo), que analisa a ligação de várias atitudes destrutivas da mente dura pessoa com as doenças físicas ou outros problemas na vida – pessoal, social, financeira e familiar. Empiricamente, o autor do livro chegou à conclusão de que a razão de quase todas as doenças e problemas de vida ocorrem apenas por causa de atitudes destrutivas na consciência.
As principais razões de doença física, de acordo com o autor, são o egoísmo, o apego excessivo a qualquer coisa e a condenação de outros. Sergey Lazarev também notou que, no decurso da sua pesquisa e do seu trabalho com os problemas das pessoas, deparou-se, que uma pessoa muda a sua visão do mundo para o lado melhor, se se livrar de propriedades negativas da personalidade, que provavelmente provocaram a doença. Neste caso, a doença vai-se embora sem qualquer influência externa, incluindo as doenças graves e incuráveis do ponto de vista da medicina convencional.
Assim, podemos supor que a razão da maioria dos nossos problemas com a saúde, as finanças e os relacionamentos com os outros está dentro de nós. O mundo ao nosso redor não é tão hostil para nós, mas pelo contrário, cria condições ideais para nos desenvolvermos. Por isso, o mundo devolve-nos exatamente o que nós lhe transmitimos e não para nos “punir”, mas para nós pensarmos que, provavelmente, nós não procedemos corretamente.

Ninguém pode ser feliz por realização do seu desejo egoísta. Temos um exemplo disto em pessoas ricas e públicas em que a cada dia se agitam, multiplicando o seu capital, capturam mercados e desenvolvimentos de novas estratégias de enriquecimento. Se uma pessoa promove um projeto para satisfazer os seus próprios interesses pessoais ou os interesses de um grupo limitado de pessoas, nunca será feliz, porque para satisfazer desejos egoístas não pode ser o mesmo pois é impossível, matar a sede para toda vida, quando vai apenas uma vez à fonte. E apenas alguém que traz algo luminoso para o mundo todos os dias, se sente feliz.
Apenas aquele que, tal como um pintor, coloca todos os dias pelo menos um traço na pintura, desenho do mundo, o que dá mais harmonia a imagem e sente-se verdadeiramente feliz. Apenas aquele que é capaz de encher os corações daqueles que vivem na escuridão da ignorância com a luz da verdade, se sente feliz.
A ideia de felicidade pessoal é utópica. É impossível criar uma ilha de felicidade no oceano do sofrimento – mais cedo ou mais tarde as ondas cobrem-na. É absurdo condenar o mundo pela sua imperfeição – é imperfeito tanto quanto é necessário para o nosso desenvolvimento. Nós não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar-nos a nós mesmos, e então o mundo mudará ao nosso redor. Tudo o que podemos fazer é tornarmos-nos melhores e servir de exemplo para os outros. Aquele que conheceu a veracidade é mais forte do que mil guerreiros invencíveis. Aquele que tomou a espada nas suas mãos, perecerá pela espada, mas quem é capaz de inspirar os outros com um exemplo pessoal é capaz de conquistar o universo. Não pela força das armas, mas pelo poder da veracidade e para o benefício de todos os seres vivos.

